Sobre meu desafio com escaladas

No post de hoje eu vou escrever um pouquinho sobre as minhas aventuras com escalada.

Trata-se de algo novo na minha vida, que comecei a fazer muito recentemente, e virou um desafio pessoal e uma obsessão por aprender, evoluir e me tornar competente.

Vou contextualizar melhor como cheguei até aqui:

Quem me segue há mais de um ano sabe que eu tive a minha carreira como piloto de automobilismo profissional, e que a minha vida inteira até então, desde os sete anos de idade até o ano passado, foi baseada nisso. Era o meu sonho de criança, que eu busquei e transformei em realidade, e vivi esse sonho profissionalmente por uns 10 anos. Sem me aprofundar muito nesse assunto, porque isso é certamente uma história interessante para contar detalhadamente em outros posts, mas basicamente eu decidi mudar de vida e viver coisas novas no ano passado.

Muita coisa mudou na minha vida: não tinha mais as viagens para as competições, nem os treinos, nem as discussões com engenheiros… mas, principalmente, não tinha mais aquela dose insana de adrenalina que esteve comigo desde criança. Eu senti falta disso muito claramente. Eu não queria voltar a correr de carro de corrida, mas eu precisava encontrar uma alternativa para receber altas doses de adrenalina, medo, risco, etc.

Foi em meio a essa busca que eu comecei a assistir filmes e vídeos no YouTube sobre escalada. Isso é uma coisa boa dos dias de hoje: para qualquer coisa já tem muito conteúdo feito. Passei um tempo assistindo, entendendo, aprendendo à distância sobre esse assunto.

Finalmente, decidi começar a me arriscar em sessões de escalada indoor, na modalidade bouldering – praticada sem o uso dos equipamentos de segurança convencionais como cordas e mosquetões. Basicamente, você sobe na mão mesmo.

Já na primeira vez que eu pratiquei, senti na pele que eu havia recebido uma dose de adrenalina que me faltava há um bom tempo. Foi algo indiscutível, que certamente me fez sentir muito bem. Acho que isso se deve a uma combinação de fatores: o desafio de algo novo, o risco de cair sem equipamentos de segurança, o esforço físico empenhado, a concentração necessária, etc. É uma combinação de fatores que eu tinha sempre no automobilismo, então foi facilmente reconhecível quando sentimentos assim afloraram durante a escalada.

Desde então, decidi que faria disso um novo desafio para a minha vida, e tiraria da escalada as emoções necessárias para manter a minha cabeça em ordem – sim, é como se fosse mesmo um vício de drogas, mas nesse caso, a droga é a adrenalina.

Eu não sou um bom escalador – ainda. Mas ainda assim, o que eu consigo fazer me rende os frutos que eu busco. A questão de evoluir meu conhecimento e minha técnica entra em segundo plano: é algo que eu certamente busco, mas não é a raiz da minha busca.

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